Pensada especialmente para o hall do Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis, a exposição “Forma e Farsa”, do artista visual Lucas Flygare. Assim, até 25 de fevereiro, uma residência artística no local será usada pelo artista, e o processo de montagem da intervenção site-specific poderá ser acompanhado de perto pelo público visitante, que também terá a oportunidade de dialogar com o artista.
A instalação será composta por filme stretch, grama sintética e objetos escultóricos produzidos com madeira reaproveitada, cerâmica e outros materiais recuperados. Dessa forma, esses elementos formam um ambiente povoado por corpos ocos e objetos híbridos, figuras instáveis que parecem agir, anunciar algo ou cumprir funções que nunca se completam. Enfim, são estruturas atravessadas por repetição, encenação e desgaste, insistindo em operar mesmo quando já não entregam sentido pleno.
Lucas explica que a farsa aparece como método. “Gestos se repetem sem produzir avanço, corpos se mantêm em posição, objetos prometem utilidade e oferecem ruína. Entre o monumental e o precário, entre o espetáculo e a exaustão, as obras tentam construir um teatro silencioso no qual a forma expõe suas próprias engrenagens”, explica o artista.
Então, formada por diferentes elementos escultóricos, “Forma e Farsa” funciona como uma única obra, articulada pela relação entre arquitetura, materiais e corpos. “A instalação propõe ao visitante atravessar esse campo instável, onde a encenação persiste e os mecanismos que organizam corpos e objetos se tornam visíveis”, destaca Lucas.
Além disso, o público poderá participar de duas rodas de conversa. Uma no dia 25 de fevereiro e outra no dia 5 de março de 2026 às 18h. Ambas contarão com intérprete de Libras. A visitação no Museu da Escola Catarinense, localizado na Rua Saldanha Marinho, 196, no Centro de Florianópolis/SC, poderá ser feita até 6 de março, de segunda a terça das 13h às 19h, de quarta a sexta das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 17h.





