Em 1º de março de 1993, quando “Everybody Else Is Doing It So Why Can’t We?”, o álbum de estreia inovador da banda irlandesa THE CRANBERRIES, foi lançado, ninguém imaginava que essa banda despretensiosa deixaria um legado que se estenderia por mais de três décadas. “Viemos de uma pequena cidade na Irlanda onde coisas assim não aconteciam. Foi como um conto de fadas”, conta o guitarrista Noel Hogan. Trinta e três anos depois, no entanto, o legado do grupo não apenas segue vivo, mas continua a crescer.
Em 22 de maio de 2026, a Island/Ume vai lançar a 33rd Anniversary Deluxe Edition (edição especial de luxo do 33º aniversário) de seu álbum de estreia em sete configurações, com edições variadas oferecendo conteúdo extra, incluindo mixagens estéreo de 2026 totalmente novas feitas pelo produtor original do álbum, Stephen Street, textos comentando faixa a faixa da banda, notas da designer original Cally Callomon e do fotógrafo Andy Earl, remixes variados e emocionantes reinvenções em espanhol de “Linger” (com participação de BRATTY) e “Dreams” (com participação de AnaSof). Veja a lista completa de configurações abaixo. Confia as versões físicas disponíveis para pré-venda na UMusic Store. Saiba mais aqui: https://www.umusicstore.com/the-cranberries .
“Parece que não foi há muito tempo, porque todos nós temos lembranças vívidas daquela época maravilhosa”, diz o baterista Fergal Lawler. “Passamos por algumas tentativas frustradas antes de finalmente começarmos a gravar com [o produtor] Stephen Street em um pequeno e aconchegante estúdio, Windmill Lane 2, bem próximo ao parque St. Stephen’s Green, em Dublin. Sabíamos que o Steve faria um ótimo trabalho para captar ‘o som dos Cranberries’.”
Tendo alcançado o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e da Irlanda e vendido mais de seis milhões de cópias em todo o mundo, “Everybody Else Is Doing It So Why Can’t We?” gerou dois hits no Top Ten — o single de estreia “Dreams” e seu sucessor “Linger”, que consolidou a posição da banda no mundo do rock. O álbum destacou os vocais únicos de Dolores O’Riordan (cuja morte prematura em 2018 abalou a indústria musical).
Além das novas mixagens em estéreo de Street e do remix onírico de “Linger” feito por Iain Cook, do CHVRCHES, as edições expandidas do álbum incluem mixagens especiais em espanhol com dois dos artistas mais badalados da América Latina. O estilo bedroom pop da artista mexicana BRATTY transforma “Linger” em uma linda balada em spanglish que soa como homenagem respeitosa à versão original. Anasof, também mexicana, de Oaxaca, abraça a exuberância etérea de “Dreams” e a remodela como um deslumbrante tributo latino.
Amado pelos fãs e por colegas do mundo da música (Michael Stipe certa vez elogiou: “Não acreditei que ‘Linger’ foi a primeira música que Dolores escreveu com os Cranberries – que canção!”), o trabalho inicial da banda lhes rendeu shows de abertura para Duran Duran e R.E.M. Noel lembra: “Voar para Los Angeles para gravar um videoclipe e ter Michael Stipe visitando o set; shows com ingressos esgotados; limusines nos buscando no hotel… nós simplesmente absorvemos tudo isso. A gente ficava feliz em ficar nos bastidores, mas Dolores realmente abraçou o estrelato. Todo mundo falava sobre como, nos nossos primeiros shows, ela ficava olhando para o chão ou para o teto porque estava nervosa, mas ela aprendeu muito rápido a dominar o palco e a conquistar o público, não importava o tamanho do lugar. Dolores tinha uma ousadia e uma atitude – ‘É assim que eu sou, é pegar ou largar!’ – que as pessoas adoravam”.






