Abril é marcado mundialmente pela conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e também chama atenção para a dimensão do tema no país. De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas dentro do espectro, sendo 91,6 mil em Santa Catarina.
É nesse contexto que o Pátio Milano promove, no dia 14 de abril, às 19h30, mais uma edição do Conversas de Pátio, esta, dedicada à neurodiversidade. O encontro reúne especialistas e familiares para discutir inclusão, comportamento e os desafios enfrentados por pessoas no espectro e suas famílias.
A proposta do evento é aproximar diferentes experiências que ajudam a compreender as neurodiversidades de forma mais ampla. A conversa conecta o olhar científico de profissionais da área da saúde, a vivência cotidiana de famílias que convivem com o diagnóstico e a atuação de quem trabalha pela garantia de direitos e pela inclusão.
Entre os convidados está Gustavo A. Lopes de Lima, psicólogo clínico especialista em Neuropsicologia Clínica e Terapias Cognitivas pelo Instituto Catarinense de Terapias Cognitivas (ICTC). Também participa Carol Rivello, designer e criadora do ecossistema Nossa Vida com Alice, projeto que nasceu da própria experiência familiar. Mãe de Alice e Antônio, ambos no espectro, ela produz conteúdos educativos e acessíveis que conectam design, informação e inclusão, ajudando a traduzir temas complexos para milhares de famílias. Seu canal no Youtube soma mais de 760 mil inscritos e vídeos que já ultrapassaram 25 milhões de visualizações.
A mediação será conduzida por André Hansel, psicanalista e fundador da X-napsis, que destaca a importância de ampliar o diálogo sobre o tema. “Promover conversas abertas sobre neurodiversidade, especialmente neste mês, é essencial para transformar curiosidade em conhecimento e preconceito em convivência”, afirma. Para ele, a troca entre diferentes experiências é fundamental para avançar na compreensão social sobre o autismo. “Espero que o público leve desse encontro mais informação afetiva, vontade de agir com respeito e a certeza de que pequenas mudanças no ambiente fazem toda a diferença para que todos se sintam bem-vindos”, completa.





