A Companhia de Dança Deborah Colker retorna ao palco do Teatro Ademir Rosa (CIC) para uma especial e curta temporada do seu mais recente trabalho intitulado “Remix”. O público vai poder conferir nesta sexta, sábado e domingo (17, 18, 19 de abril), com sessão extra no sábado (18), às 16h. O espetáculo que reúne cenas marcantes extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014), incluindo as coreografias com os vasos suspensos e a roda gigante. Os ingressos para as sessões em Florianópolis estão à venda na diskingressos.com.br .
Esta turnê ocorre na esteira das comemorações das três décadas de existência da Companhia. Depois do sucesso de “Sagração” (2024), a coreógrafa Deborah Colker e o diretor executivo João Elias entenderam que este também é um momento para extrair do próprio repertório algo com uma perspectiva totalmente inovadora.
A ideia surgiu em 2025 quando Deborah foi agraciada com o título de Cidadã Honorária de Mesquita, cidade situada na Baixada Fluminense. No dia da cerimônia, havia uma exposição montada com uma retrospectiva da Companhia e uma apresentação de dança realizada por crianças. “Essa homenagem das crianças nos impactou e percebemos que nossas décadas de trabalho têm construído um legado.
Era o momento de olhar para nossa própria história”, revela o João Elias, cofundador da companhia. “Florianópolis sempre foi muito importante, onde vivemos ótimas histórias. É uma cidade fundamental em nossas turnês. Estou e estamos felizes de novamente levar o trabalho para esta cidade que sempre nos acolhe com tanto carinho”.
Para Deborah, o trabalho também desvela outra camada. “Desde 2024, venho enfrentando duras batalhas na vida pessoal que me forçaram a olhar ainda mais para dentro de casa. Minha família e a Companhia são a minha vida”, pontua a coreógrafa. “Seguindo esse fluxo, para mim, foi muito natural fazer esse movimento de revisitar nossa própria trajetória”. Ela destaca ainda que “Remix”, mesmo sequenciando cenas de várias obras, é diferente de tudo já visto antes. “Como toda obra de arte, um livro que você relê, uma música que você ouve outra vez, um filme que você revê, o público vai sentir novas emoções com Remix”.
Elias destaca a dramaturgia assinada por ele. “São dois atos com emoções diferentes. No primeiro, há o encontro com os sentimentos mais densos e explosivos. No segundo, tem a alegria e a leveza”. E avisa. “É a produção mais ousada da Companhia para os palcos. São toneladas de equipamentos, muitas pessoas envolvidas e uma grande estrutura de montagem”.
A equipe criativa se completa com a cenografia de Gringo Cardia, que assina todos os cenários originais. Os figurinos ficam sob a responsabilidade de Claudia Kopke, que atualiza os originais de Yamê Reis e Samuel Cirnansck. Berna Ceppas conduz a fusão da trilha sonora. A adaptação dos projetos de iluminação a partir dos originais de Jorginho de Carvalho foi feita por Eduardo Rangel.
“Remix” é o terceiro projeto especial da Companhia que remasteriza seu próprio repertório. Mas, diferencia-se de “Mix” (1995) e “Vero” (2016) justamente pela dramaturgia do espetáculo em dois atos. O elenco com 16 bailarinos dançam, na primeira metade, as coreografias “Paixão” do espetáculo “Vulcão” (1994), a cena da cortina de “Belle” (2014) e os vasos de “4×4” (2002), com o solo de piano executado pela pianista Patrícia Glatzl ou, quando a agenda permitir, pela própria Deborah. O fechamento do programa fica por conta das coreografias “Gravidade” e “Roda” do espetáculo “Rota” (1997).
Companhia Deborah Colker
Criada em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker celebrou 30 anos de atividades em 2024 e recebeu da ALERJ a Medalha Tiradentes, tornando-se Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Com dezesseis espetáculos em seu repertório, a Companhia se mantém como uma das mais premiadas e prestigiadas no Brasil e no mundo, recebendo em 2018 o Prix Benois de la Danse de Moscou, o mais importante prêmio da categoria. Recebeu ainda um Laurence Olivier em 2001, célebre prêmio britânico, concedido pela The Society of London Theatre.
Em 2009, Deborah Colker foi convidada pelo Cirque du Soleil para a criação de “OVO”, sendo a primeira mulher a dirigir um espetáculo para a trupe canadense. Em 2016, foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, evento transmitido para mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Em 2024, se tornou a primeira mulher brasileira a dirigir uma ópera no Metropolitan de Nova York (Met), com “Ainadamar”. A experiência resultou no convite para criar uma obra inédita: “El Último Sueño de Frida y Diego”, que vai estrear no Met em maio de 2026. Em três décadas, a Companhia já realizou mais de 2 mil apresentações, em cerca de 168 cidades, de 32 países, atingindo um público de mais de 3,5 milhões de pessoas.
Principais prêmios
PRIX BENOIS DE LA DANSE
2018 (Moscou, Rússia), espetáculo CÃO SEM PLUMAS
LAURENCE OLIVIER AWARDS
2001 (Grã-Bretanha), coreografia do espetáculo MIX
Sinopse REMIX
O espetáculo reúne cenas icônicas extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002)
e “Belle” (2014). A dramaturgia convida o público a viver e reviver emoções em uma experiência inédita, que demarca a produção mais ousada já realizada pela Companhia para os palcos de teatro.
FICHA TÉCNICA
Criação e Direção
DEBORAH COLKER
Direção Executiva e Dramaturgia
JOÃO ELIAS
Direção Musical
BERNA CEPPAS
Direção de Arte
GRINGO CARDIA
Figurinos
CLAUDIA KOPKE (figurinista)
YAMÊ REIS (criação original)
SAMUEL CIRNANSCK (criação original)
Desenho de Luz
JORGINHO DE CARVALHO
SERVIÇO:
O que: “REMIX” – Companhia Deborah Colker
Quando:
– Sexta, dia 17 – 20h30
– Sábado, dia 18 – 16 e 20h
– Domingo. dia 19 – 18h
Onde: Teatro Ademir Rosa (CIC) – Florianópolis – SC
Ingressos: diskingressos.com.br ( a partir de R$ 25,00)
Classificação Indicativa 10 anos





