São mais de 30 anos de pesquisas, reflexões e publicações também. Em seu novo livro, “Conversas Rápidas — mas não menos importantes — sobre Arte”, Flávia Tronca, escritora e artista visual, convida o público a um mergulho nas temporalidades e linguagens que marcaram os movimentos artísticos mais expressivos dos últimos séculos.
Uma ótima obra que será lançada durante coquetel e noite de autógrafos, nesta quinta, 9, a partir das 18h, na Aliança Francesa de Florianópolis. No dia 10, sexta, a autora participa de talk com Fabiana Machado, das 17h às 20h, na BK Concept Store.
Flávia Tronca conduz a escrita como quem se debruça sobre as questões e técnicas contemporâneas dentro de um ateliê, ao mesmo tempo em que tensiona o “espírito do tempo”, propondo um diálogo direto, embasado por uma apurada bibliografia. Sem desconsiderar pequenos gestos que provocaram a renovação do olhar e, consequentemente, uma revolução no próprio fazer artístico. A pesquisa é densa, mas acessível à pluralidade de leitores — objetivo declarado como intenção da obra.
“A arte é cercada por muitas barreiras. Frequentemente, é apresentada por textos técnicos, distantes do público. Eu quis fazer o movimento contrário: escrever sobre questões complexas de forma acessível, sem simplificar demais nem perder a profundidade. Acredito que é possível falar sobre artistas, museus, processos criativos, mercado e história da arte como quem participa de uma boa conversa”, explica a autora.
O título do livro já reforça essa tese e a obra traz temas independentes, em textos curtos e instigantes. São mais de 500 páginas despertando a curiosidade do leitor com reverberações que ecoam no tempo. Afinal, segundo a escritora, a arte fala diretamente à sensibilidade. “Ela alcança dimensões da experiência humana que nem sempre cabem em definições, conceitos ou explicações. Talvez, por isso, algumas obras continuem nos emocionando séculos depois de terem sido criadas”, considera.
Para Flávia Tronca, a arte não existe para oferecer respostas prontas, mas sim para ampliar perguntas, desafiar certezas e nos ensinar a encarar o mundo com mais atenção.
“Eu gostaria que os leitores terminassem o livro olhando para a arte com menos receio e mais curiosidade. Não é preciso conhecimento especializado para frequentar museus, visitar exposições ou compreender uma obra. Se, ao final da leitura, alguém parar alguns minutos a mais diante de uma tela ou sentir vontade de pesquisar um artista que não conhecia, já terei alcançado meu principal objetivo”, almeja.

Serviço
“Conversas Rápidas – mas não menos importantes – sobre Arte”
Lançamento: dia 9 de julho, a partir das 18 horas
Local: Espaço Cultural Édith Piaff, na Aliança Francesa / Dia 10, sexta, na BK Concept Store.





