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Novo filme de Isabel Coixet, “Três Vezes Adeus” chega ao Paradigma Cine Arte em setembro

Redação Itapema Por Redação Itapema
15/09/2026
Tempo de Leitura: 4 mins
Paradigma Cine / Divulgação

Paradigma Cine / Divulgação

   

Drama italiano protagonizado por Alba Rohrwacher e Elio Germano estreia no Brasil no dia 17 e entra em cartaz na sala de Florianópolis

Um término pode mudar muita coisa. Para Marta, muda até o jeito de comer. Depois de sete anos juntos, ela e Antonio se separam após uma discussão que parecia banal. Ele, chef de cozinha, mergulha no trabalho.Já Marta se fecha cada vez mais em casa. Até que a perda de apetite, que parecia fazer parte da tristeza, revela ter outra origem e obriga Marta a olhar para a própria vida de um jeito que nunca tinha feito.

“Três Vezes Adeus” chega a Florianópolis com uma história que começa no próprio Paradigma. O filme de Isabel Coixet, que estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro, será exibido na sala e chegará ao país pela Autoral Filmes, distribuidora criada em 2025 por Felipe Didoné e Marize Didoné, sócios do Paradigma. A distribuidora nasceu da experiência dos dois à frente do cinema, que desde 2010 mantém na capital catarinense uma programação dedicada ao cinema independente. 

Alba Rohrwacher (Marta) e Elio Germano (Antonio) em Tres adioses / Crédito: Greta de Lazzaris

Protagonizado por Alba Rohrwacher e Elio Germano, o longa adapta o livro semiautobiográfico Tre Ciotole, da escritora e ativista italiana Michela Murgia (1972–2023). A partir do fim de um relacionamento, Coixet constrói uma história sobre o que acontece quando a vida conhecida deixa de fazer sentido. A separação é apenas o começo da história. Enquanto Antonio tenta ocupar o espaço deixado pelo fim da relação com o trabalho, Marta passa a enfrentar uma série de mudanças no próprio corpo. A súbita falta de apetite e as dores de estômago levam ela a procurar ajuda médica e a descobrir que o que parecia ser consequência do sofrimento amoroso está relacionado à sua própria saúde.

A descoberta muda o rumo da personagem e também a maneira como ela passa a enxergar o que parecia banal: a comida, a música, o desejo, as relações e as escolhas que fez até ali. É nesse espaço entre o cotidiano e o inesperado que Coixet constrói o filme. A diretora volta a temas que atravessam sua filmografia, como a fragilidade da vida, o amor e a possibilidade de reconstrução diante de uma perda. 

“Assim como em ‘Minha Vida Sem Mim’ (2003), voltamos a nos aproximar da morte, mas a partir de uma perspectiva diametralmente oposta”, explica a diretora. Para Coixet, enquanto no filme mais antigo a protagonista buscava construir um legado, Marta é uma mulher sem herdeiros que encontra sua própria maneira de viver quando acredita não ter mais nada a perder.

Entre a cozinha e o K-pop

A gastronomia é um dos elementos que ajudam a contar essa história. Antonio é chef e vive entre os códigos da alta cozinha, enquanto o filme também aproxima seus personagens de outros universos alimentares, criando contrastes entre a gastronomia sofisticada e a comida de rua.

A música aparece de maneira igualmente inesperada. Durante o período em que se fecha para o mundo, Marta encontra no lixo um recorte em tamanho real de um astro do K-pop e passa a conversar com ele. A presença improvável acaba se tornando companhia nos dias de solidão e permite que Coixet explore também os fenômenos e símbolos que fazem parte do imaginário das gerações mais jovens.

A Variety classificou o longa como “um filme cativante”, entre a melancolia e a ternura, enquanto o italiano Corriere della Sera o descreveu como uma obra “sensível, comovente e profundamente humana”. Para o Cineuropa, o filme propõe uma reflexão sobre o que significa dizer adeus a um parceiro, a uma ideia de si mesmo e à própria vida.

Isabel Coixet

Nascida em Barcelona, Isabel Coixet é uma das diretoras mais reconhecidas do cinema espanhol contemporâneo. Sua filmografia é marcada por histórias centradas em personagens diante de momentos de ruptura e transformação.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Minha Vida Sem Mim” (2003), com Sarah Polley e Mark Ruffalo; “A Vida Secreta das Palavras” (2005), novamente com Sarah Polley; “Fatal” (2008), adaptação de Philip Roth protagonizada por Penélope Cruz e Ben Kingsley; e “A Livraria” (2017), com Emily Mortimer. Mais recentemente, dirigiu “Um Amor” (2023).

Tags: Paradigma Cine Arte
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