Em um momento em que a violência contra mulheres e crianças segue entre os temas mais urgentes da sociedade, Paulo Ricardo e Seu Jorge unem suas vozes pela primeira vez em “Sangue Bom”. O novo single transforma um dos maiores clássicos da música mundial em uma reflexão contemporânea sobre empatia, respeito à vida, consciência coletiva e a construção de uma cultura de paz.
Disponível a partir de hoje (23/09), em todas as plataformas digitais, a faixa chega acompanhada de videoclipe e marca a realização de um projeto desenvolvido ao longo de mais de uma década. A música nasceu a partir de “What’s Going On”, composição lançada em 1971 e reconhecida internacionalmente por sua relevância artística e cultural. Transformar a obra em uma versão oficial em português exigiu um longo processo de desenvolvimento, que incluiu a aprovação da família de Marvin Gaye, conhecida pelo rigor na preservação de seu legado.
“O lançamento de ‘Sangue Bom’ representa a realização de um sonho antigo. Algumas versões chegam até mim de forma quase intuitiva, como se estivessem esperando o momento certo para existir. Foi exatamente o que aconteceu aqui. Desde a primeira demo até o lançamento, foram muitos anos de dedicação, cuidado e respeito à obra original”, afirma Paulo Ricardo.
A autorização concedida pelos herdeiros do artista norte-americano permitiu que a canção ganhasse uma nova interpretação para o público brasileiro, preservando a força de sua mensagem e ampliando seu alcance para novas gerações.
Em “Sangue Bom”, Paulo Ricardo e Seu Jorge abordam questões que permanecem presentes no cotidiano contemporâneo, como violência, intolerância, empatia e valorização da vida. A interpretação dos dois artistas reforça o papel da música como instrumento de conscientização e diálogo, conectando arte e reflexão social em uma mensagem que permanece atual.
“Essa canção sempre me emocionou pela forma como fala de assuntos tão profundos e universais. Décadas depois de seu lançamento, ela continua dialogando com o presente e provocando reflexões necessárias. Foi isso que me motivou a apresentar essa versão ao público brasileiro”, destaca Paulo Ricardo.
A gravação também concretiza um desejo cultivado por Paulo Ricardo e Seu Jorge ao longo de quase duas décadas de amizade. Entre encontros, conversas e momentos compartilhados pela música, surgiu a vontade de realizar um trabalho conjunto, que encontrou em “Sangue Bom” o projeto ideal.
“Nos conhecemos há cerca de vinte anos e sempre existiu a vontade de fazer algo juntos. Quando chegou a hora certa, tudo aconteceu de maneira muito natural. Seu Jorge trouxe talento, personalidade e uma interpretação que elevou a canção a outro patamar”, comenta o artista.
A produção musical ficou sob o comando de Waldo Denuzzo, parceiro de Paulo Ricardo no álbum “Toquinho e Paulo Ricardo Cantam Vinicius”. Em busca do balanço e da identidade sonora que a faixa pedia, o produtor reuniu integrantes históricos do lendário Trio Mocotó, Nereu Gargalo e João Parahyba, referências fundamentais da música brasileira.
A gravação foi construída para valorizar o encontro entre os universos artísticos dos dois intérpretes, resultando em uma sonoridade sofisticada e contemporânea, reforçada pela mixagem de Lucas Nunes e Leo Marques.
Dirigido por Leo Liberti, o videoclipe acompanha o espírito colaborativo do projeto e registra momentos do processo criativo e das gravações. Parte das imagens foi captada durante encontros musicais que ajudaram a moldar a identidade da obra.
A dimensão artística de “Sangue Bom” também se reflete em sua identidade visual. A capa foi criada por Speto, um dos nomes mais influentes da arte urbana brasileira, reconhecido por incorporar referências da cultura popular nacional em trabalhos de forte impacto visual. O resultado é uma composição vibrante que dialoga diretamente com o conceito da canção.
Ao reunir dois grandes intérpretes da música brasileira em sua primeira colaboração, “Sangue Bom” transforma uma espera de mais de uma década em um encontro artístico de grande significado. Uma obra construída com tempo, respeito e admiração, que conecta diferentes gerações por meio de uma mensagem universal de consciência, solidariedade e amor.
“Como costuma dizer o Seu Jorge, demorou, vai ser melhor. Nesse caso, valeu a pena esperar. Tenho muito orgulho de finalmente compartilhar essa música com o público”, conclui Paulo Ricardo.





