3º Festival Choro Mulheril reúne artistas de seis estados e movimenta diferentes espaços da Capital com shows, rodas, recital cênico, literatura e formação entre 12 e 18 de outubro.
Durante uma semana, o Choro feito por mulheres vai circular por teatros, casas culturais, bares e rodas de Florianópolis. De 12 a 18 de outubro, o 3º Festival Choro Mulheril reúne na Capital catarinense instrumentistas, compositoras, cantoras, professoras e pesquisadoras de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e São Paulo. São mulheres de diferentes gerações e trajetórias ocupando os palcos, conduzindo rodas, ministrando atividades formativas, lançando livros, compartilhando pesquisas e formando novos músicos. Mais do que reunir artistas mulheres em sua programação, o festival coloca o protagonismo feminino no centro de toda a experiência.
Durante os sete dias, o público poderá circular por espaços como o Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), Casa da Literatura Catarinense, Bugio Trindade, Bugio Centro, Desvio Veg e sede da Associação Baiacu de Alguém. A programação é gratuita e promete transformar diferentes pontos da cidade em lugares de encontro em torno de um dos gêneros mais populares da música brasileira.
Da trajetória pioneira de Chiquinha Gonzaga às instrumentistas, compositoras, intérpretes, pesquisadoras e professoras que atuam hoje em diferentes regiões do país, o festival aproxima passado e presente para mostrar que a participação feminina no Choro não é recente nem periférica.
Mulheres de seis estados se encontram em Florianópolis
Um dos momentos que sintetizam essa proposta acontece na sexta-feira, 16 de outubro. A partir das 19h, o Teatro Álvaro de Carvalho recebe uma noite de shows que começa com Choro Cantante, de Hilda Maria (SP), e segue com De Norte ao Sul, Mulheres no Choro. No palco, estarão a pandeirista Roberta Valente (SP), a saxofonista Daniela Spielmann (RJ), a clarinetista Daniela Nátali (BA), o Duo Mitre, com um show de composições autorais com as irmãs mineiras Luísa Mitre no piano e Natália Mitre no vibrafone; além da cavaquinista Laila Aurore (RJ), a violonista Paula Borghi (RJ), a percussionista Thayan Martins (RS), a flautista Angela Coltri (SC) e a violonista Natália Livramento (SC).
Segundo Valentina Bravo, produtora do festival, o encontro coloca lado a lado diferentes experiências de viver o Choro no Brasil. “O repertório percorre clássicos e obras de compositoras, enquanto as próprias artistas compartilham histórias, memórias e referências ligadas às músicas apresentadas. Assim, o público conhece não apenas o que essas mulheres tocam, mas também os caminhos que construíram em diferentes cenas musicais do país.”
No sábado, 17, essa troca sai do palco e ganha formato de encontro. Às 10h, na Casa da Literatura Catarinense, as convidadas participam da atividade De Norte a Sul: As Mulheres no Choro, compartilhando trajetórias, processos de formação e experiências sobre tocar, estudar, ensinar e pesquisar o gênero em diferentes territórios. Às 15h, no Bugio Centro, tem a Grande Roda de Choro Mulheril, reunindo as professoras e estudantes do festival em uma prática coletiva aberta ao público.
De Chiquinha Gonzaga às compositoras de hoje
Na quarta-feira, 14, às 19h, o TAC recebe o recital cênico Chiquinha Gonzaga, Eu Quero Passar, com Raquel Paixão (RJ). A montagem recupera a trajetória de uma mulher que atravessou barreiras sociais e profissionais para ocupar um espaço fundamental na história da música brasileira. Depois do recital, às 20h30, o Desvio Veg recebe o lançamento de dois livros: Composições, da musicista carioca Daniela Spielmann, e Choro Cantante, o livro, de Hilda Maria (SP). A noite termina como manda a tradição: com uma roda de choro aberta.
Na quinta-feira, 15, Raquel Paixão volta a encontrar o público, desta vez às 10h, na Casa da Literatura Catarinense, para falar sobre os processos de criação do recital dedicado a Chiquinha Gonzaga. À noite, às 19h, o TAC recebe o Trio Mulheril (SC), que convida Daniela Nátali (BA), e Duo Mitre (MG).
A cidade entra na roda
Mas o Choro Mulheril não acontece apenas no palco, a roda em si, como um espaço fundamental para a transmissão e renovação do gênero, também ganha protagonismo. Na abertura, segunda e terça-feira, dias 12 e 13, às 20h, o Bugio Trindade recebe rodas abertas com o Choro Mulheril. Artistas, estudantes, músicos e público podem se encontrar em torno da música em um ambiente no qual repertório e conhecimento circulam coletivamente.
Essa construção chega ao último dia do festival no domingo, dia 18. Às 15h, na sede da Associação Baiacu de Alguém, estudantes apresentam o resultado da Prática de Conjunto no chamado Bandão. Depois, uma grande roda aberta com o Choro Mulheril encerra a programação.
Entre a primeira e a última roda, Florianópolis terá passado sete dias acompanhando mulheres tocando, compondo, ensinando, pesquisando, escrevendo e contando suas próprias histórias dentro do Choro, e é justamente nesse movimento que o 3º Festival Choro Mulheril constrói sua identidade: ao mesmo tempo em que celebra uma tradição reconhecida como patrimônio cultural brasileiro, cria espaços para que mulheres de diferentes gerações e territórios sejam vistas e ouvidas como protagonistas de uma música que permanece viva e continua se transformando.
Este evento é realizado com o patrocínio do Município de Florianópolis e da Fundação Cultural Franklin Cascaes, nos termos da Lei Municipal de Patrocínio nº 11.335/2024. Apoio: Associação Cultural Baiacu de Alguém, Udesc/FAED, Bares Bugio, Museu da Escola Catarinense, Museu Victor Meirelles, Instituto Arco-íris, Pão da Leli, Desvio Veg e Kibelândia.
SERVIÇO
3º Festival Choro Mulheril
Quando: 12 a 18 de outubro de 2026
Onde: diferentes espaços de Florianópolis: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), Casa da Literatura Catarinense, Bugio Trindade, Bugio Centro, Desvio Veg e sede da Associação Baiacu de Alguém.
Entrada: programação gratuita.
Para as apresentações no TAC, haverá retirada de ingressos uma hora antes do início marcado. Nas rodas do Bugio Trindade, a entrada é livre e colaborativa.
PROGRAMAÇÃO GRATUITA:
SEGUNDA – 12/10
20H- Roda de Choro Aberta com Choro Mulheril
Local: Bugio Trindade
ENTRADA LIVRE COLABORATIVA
TERÇA – 13/10
20H- Roda de Choro Aberta com Choro Mulheril
Local: Bugio Trindade
ENTRADA LIVRE COLABORATIVA
QUARTA – 14/10
19H – Recital cênico: “Chiquinha Gonzaga, Eu Quero Passar”
com Raquel Paixão (RJ)
Local: TAC – Teatro Álvaro de Carvalho
ENTRADA GRATUITA- RETIRADA DE INGRESSO
20H30- Lançamento dos livros: Composições de Daniela Spielmann (RJ) e “Choro Cantante, o livro.” de Hilda Maria(SP).
Local: Desvio veg
Seguido de Roda de Choro aberta.
ENTRADA LIVRE
QUINTA – 15/10
10H – PALESTRA: Processos de Criação do Recital Cênico Chiquinha Gonzaga, Eu Quero Passar com Raquel Paixão (RJ)
Local: Casa da Literatura Catarinense
ENTRADA LIVRE
19H -Show com Trio Mulheril (SC) convida Daniela Nátali (BA)
Show com Duo Mitre (MG)
Local: TAC – Teatro Álvaro de Carvalho
ENTRADA GRATUITA- RETIRADA DE INGRESSO
SEXTA – 16/10
19H – Show Choro Cantante com Hilda Maria (SP)
Show De Norte ao Sul, Mulheres No Choro
Local: TAC – Teatro Álvaro de Carvalho
ENTRADA GRATUITA -RETIRADA DE INGRESSO
SÁBADO – 17/10
10H – Oficina de “De Norte a Sul: As Mulheres no Choro”
Local: Casa da Literatura Catarinense
ENTRADA LIVRE
15h GRANDE RODA DE CHORO MULHERIL: Oficina de Prática de Conjunto com professoras e os Estudantes do Festival
Loca: Bugio Centro
ENTRADA LIVRE
DOMINGO – 18/10
15h – ENCERRAMENTO FESTIVAL: Apresentação Prática de Conjunto (Bandão) seguido de Roda de Choro Aberta com Choro Mulheril
Local: Sede da Associação Baiacu de Alguém
ENTRADA LIVRE





