Lloyd Cole se renova em "Guesswork"

08.08.2019 | 15h51 - Atualizada em: 14.08.2019 | 01h44
Leo Almeida
Por Leo Almeida
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Giramundo

Em 19 de julho, Lloyd Cole fez seu aguardado e surpreendente retorno com o lançamento do 15º álbum de estúdio, chamado "Guesswork".

Aos 58 anos, o celebrado músico inglês Lloyd Cole anunciou o novo álbum "Guesswork" para 26 de julho, saindo pelo selo EarMusic. As duas primeiras faixas liberadas foram 'Violins' e 'Night Sweats'. O trabalho, que logo estreia no Lounge itapema, tem um tom eletrônico, algo bem diferente do que Lloyd Cole fazia com a extinta banda The Commotions. Aliás, neste álbum, ele colabora com os ex-parceiros do grupo, o guitarrista Neil Clark e Blair Cowan nos teclados. Esta é a primeira vez que trabalham juntos desde 1987.

LLOYCOLGWKFoto: divulgação

Gravado (principalmente) no ateliê de Cole em Massachusetts, seu 15º álbum de estúdio é produzido por ele em parceria com Chris Hughes e mixado pelo produtor alemão Olaf Opal. Seis das oito faixas são originalmente de Lloyd Cole, exceto 'Remains' e 'When I Came Down From The Mountain', que foram escritas por Lloyd e Blair Cowan. O álbum estará disponível em CD, vinil e nas plataformas oficiais do artista em 19 de julho.

O cantor e compositor inglês, colaborou com poucos músicos em "Guesswork", sendo dois deles os ex-companheiros de banda - o guitarrista Neil Clark e o tecladista Blair Cowan - que não trabalhavam com Cole desde o álbum "Mainstream", de 1987. No entanto, qualquer um que espere um som típico dos Commotions estará no caminho errado:  "Guesswork" é predominantemente um disco eletrônico.

O retrato aparentemente sisudo na arte de capa do álbum (pintado pelo graduado da Glasgow Art School e ex-vocalista do The Big Dish, Steven Lindsay) chama a atenção, mas não chega trazer sensação de estranheza, algo destacado pelo traço delicado.

Há uma elegância literária nas composições de Cole, coisa rara no campo do pop, e os novos arranjos espelham essa formalidade sutil. "Guesswork" pode ser o seu mais evidente gesto de renovação e de conexão com os fãs, trazendo consigo a sugestão implícita de que a reinvenção, em pleno 2019, assume formas mais variadas do que se possa imaginar. Bem-vindos ouvidos seus.

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