Gravado em Florianópolis durante a pandemia, o trabalho reúne o organista Luis Mega, Tie Pereira e Richard Montano em uma viagem por melodias, timbres e grooves.
O guitarrista Cris Ferreira lança nesta terça-feira (27) Mood Swing, álbum instrumental que coloca as melodias, os timbres e as atmosferas em primeiro plano. Conhecido por sua sonoridade influenciada pelo blues, o músico percorre diferentes paisagens musicais sem se afastar de sua essência, em um trabalho que aproxima tradição e contemporaneidade.
Gravado em Florianópolis durante a pandemia, o disco nasceu das oscilações emocionais daquele período. O título, cuja tradução é “mudança de humor”, também reúne duas ideias presentes na linguagem musical: mood, associado à atmosfera e às sensações despertadas pela música, e swing, que remete ao balanço, ao movimento e ao groove.
Essa combinação também orienta os títulos das faixas, que incorporam expressões do cotidiano, referências musicais e jogos de palavras. É o caso de “Nothing Changes”, “Minor Intentions” e “Soul Mates”, composições que refletem a proposta do álbum com uma dose de humor e picardia.
A sonoridade de Mood Swing tem como principal referência os órgão trios das décadas de 1950 e 1960, formação importante para o desenvolvimento do soul jazz, que combina elementos do blues e do jazz a grooves marcantes. Nesse contexto, o Hammond de Luis Mega e a guitarra de Cris Ferreira conduzem melodias e riffs, apoiados pela base rítmica de Tie Pereira, no contrabaixo, e Richard Montano, na bateria.

Mais do que um álbum centrado na guitarra, Mood Swing registra o encontro de quatro músicos em torno de uma linguagem compartilhada. O resultado é uma viagem pelo blues contemporâneo, em que a expressividade instrumental e a construção de atmosferas falam mais alto do que o virtuosismo pelo virtuosismo.





