A edição deluxe reúne duas faixas inéditas, uma nova versão com John Glacier e remixes assinados por Jacques Greene, Nosaj Thing, Lil Silva e Oscar Farrell.
A cantora, compositora e poeta britânica Arlo Parks, duas vezes indicada ao Grammy e vencedora do Mercury Prize e do BRIT Award, lança a edição digital deluxe de seu álbum “Ambiguous Desire”, pela gravadora Transgressive.
A nova edição apresenta duas músicas inéditas, além de “New Desire”, faixa que antecipou a era de “Ambiguous Desire” antes do lançamento original do álbum. O material inclui ainda uma nova versão com John Glacier e remixes assinados por Jacques Greene, Nosaj Thing, Lil Silva e Oscar Farrell, expandindo a sonoridade do disco por meio do 2-step, do rap, do house e de diferentes vertentes da música eletrônica.
Entre as novidades está “waiting for me”, uma faixa de atmosfera minimalista e vocais suaves, que aborda questões como cura e autossabotagem. Nas próprias palavras de Arlo, “é uma carta para mim mesma e um lembrete de que mereço paz”.
A outra música inédita, “Nobodysaint”, também explora a dimensão intimista do trabalho. Sobre a faixa, a cantora compartilha: “Nobodysaint é uma canção de amor surreal e desconstruída. Eu queria que parecesse uma música flutuando de uma estação de rádio pirata esquecida, familiar e alienígena ao mesmo tempo”. As duas canções ampliam o repertório do álbum e reforçam a abordagem pessoal da artista.
Lançado originalmente em abril, “Ambiguous Desire” foi criado ao lado do produtor Baird, conhecido por trabalhos com Brockhampton e Kevin Abstract. O disco também conta com produção adicional de Paul Epworth, que já trabalhou com Adele, Florence + The Machine e Rihanna; Buddy Ross, ligado a Frank Ocean e Vampire Weekend; e Andrew Sarlo, conhecido por trabalhos com Big Thief e Dijon.
O álbum reflete as experiências de Arlo Parks em espaços noturnos ao longo dos dois anos que antecederam sua criação. Entre as referências que inspiraram o trabalho estão o hedonismo queer da lendária casa noturna Paradise Garage, em Nova York; as sonoridades de The Streets e Burial; a catarse eletrônica do LCD Soundsystem; e os grooves do house de Theo Parrish.
Em “Ambiguous Desire”, a artista explora uma abordagem mais confiante e experimental, substituindo as sessões com banda ao vivo por sintetizadores modulares, plug-ins e samplers. A produção amplia sua pesquisa sonora sem deixar de lado a poesia e o lirismo que caracterizam sua obra.
“Dancei mais do que nunca enquanto fazia este disco”, reflete Arlo. Sobre o conceito central do álbum, a cantora acrescenta: “Este disco tem o desejo em seu centro. O desejo é uma força vital, é um querer, um anseio, um impulso, todos nós estamos vivos porque há algo ou alguém que queremos, o desejo é um motor. Mas também é misterioso, emaranhado, aleatório, esclarecedor e humano”.





