Mostra ocorre de 29 de outubro a 18 de novembro e reúne produções inéditas no Brasil, títulos premiados e clássicos da cinematografia francesa.
O Paradigma Cine Arte, em Florianópolis, recebe a 17ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil, com uma seleção de 21 filmes entre produções inéditas no país, obras premiadas e clássicos. A programação regular acontece de 29 de outubro a 11 de novembro, seguida pela exibição dos títulos favoritos do público, entre os dias 12 e 18 de novembro.
A mostra reúne diferentes gêneros, como comédia, romance, drama, suspense, animação, documentário e cinema histórico, com produções que passaram por festivais internacionais como Cannes, Veneza e Locarno. O elenco inclui nomes conhecidos do cinema francês, como Isabelle Huppert, Fabrice Luchini, Chiara Mastroianni, Virginie Efira e Romain Duris.
Destaques da programação
Entre os filmes selecionados está “Victor, como Hugo”, de Pascal Bonitzer, estrelado por Fabrice Luchini e Chiara Mastroianni. A trama acompanha Robert Zucchini, um ator que conquista o público ao interpretar textos de Victor Hugo, mas leva uma vida marcada pela melancolia. O reencontro com a filha, que não viu crescer, o leva a repensar suas relações e a descobrir novas formas de afeto.
O longa tem uma conexão especial com Santa Catarina: é distribuído no Brasil pela Autoral Filmes, empresa fundada em Florianópolis por Felipe Didoné, sócio, diretor e curador do Paradigma Cine Arte.
Outro destaque é “O Sentido da Vida”, do cineasta japonês Ryūsuke Hamaguchi, exibido na competição do Festival de Cannes de 2026. O drama acompanha a amizade entre a diretora de uma instituição para idosos e uma encenadora japonesa que enfrenta um câncer. A produção recebeu o prêmio de interpretação feminina para Virginie Efira e Tao Okamoto.
Já “O Canto da Floresta”, de Vincent Munier, vencedor de dois prêmios César — melhor documentário e melhor som —, acompanha três gerações de uma família em contato com a vida selvagem nas florestas de Vosges, na França.
A programação inclui ainda o thriller político “Júpiter”, de Alexandre Smia, exibido fora de competição no Festival de Veneza, e “Duas Pessoas Trocando Saliva”, de Natalie Musteata e Alexandre Singh, vencedor do Oscar de melhor curta-metragem de ação ao vivo em 2026.
Na comédia romântica “O Beijo Elétrico”, de Pierre Salvadori, ambientada em Paris, em 1928, um pintor que perdeu a esposa procura uma médium e acaba envolvido em uma farsa. O filme abriu o Festival de Cannes de 2026 e, segundo a organização, já ultrapassou 600 mil espectadores nos cinemas franceses.
Clássicos e cinema histórico
A seleção também resgata obras importantes da cinematografia francesa. Lançada em 1966, “A Grande Escapada”, de Gérard Oury, acompanha dois franceses que ajudam aviadores britânicos a escapar das tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial.
Outro título é a animação “O Rei e o Pássaro”, de Paul Grimault, lançada em 1980. A história acompanha um rei tirânico que tenta impedir o romance entre uma pastora e um limpador de chaminés. Considerada uma referência da animação francesa, a obra influenciou diferentes gerações de cineastas.
O festival apresenta ainda as duas partes de “De Gaulle: A França Livre”, thriller histórico de Antonin Baudry sobre o início da resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, quando Charles de Gaulle parte para Londres para organizar a oposição à ocupação alemã.
Confira os 21 filmes selecionados
- “O Beijo Elétrico”, de Pierre Salvadori
- “Bem-vindos à La Comédie-Française”, de Martin Darondeau e Bertrand Usclat
- “A Busca de Charlie”, de Avril Besson
- “O Canto da Floresta”, de Vincent Munier
- “A Casa das Mulheres”, de Mélisa Godet
- “Compostela, o Caminho da Terapia”, de Yann Samuell
- “De Gaulle: A França Livre – Parte 1”, de Antonin Baudry
- “De Gaulle: A França Livre – Parte 2”, de Antonin Baudry
- “Duas Pessoas Trocando Saliva”, de Natalie Musteata e Alexandre Singh
- “O Fantasma da Ópera”, de Alexandre Castagnetti
- “A Grande Escapada”, de Gérard Oury
- “A Ilustre Desconhecida”, de Marc Fitoussi
- “Júpiter”, de Alexandre Smia
- “Minha Vida de Sereia”, de Pauline Brunner e Marion Verlé
- “Molière, Cyrano e o Pequeno Rei”, de Michel Leclerc
- “O Que É o Amor?”, de Fabien Gorgeart
- “O Rei e o Pássaro”, de Paul Grimault
- “Sem Piedade”, de Julien Hosmalin
- “O Sentido da Vida”, de Ryūsuke Hamaguchi
- “Uma Menina de Ouro”, de Jean-Luc Gaget
- “Victor, como Hugo”, de Pascal Bonitzer
Sobre o festival
Realizado pela Bonfilm, o Festival de Cinema Francês do Brasil acontece simultaneamente em cinemas de diversas regiões do país. Em sua 17ª edição, o evento chega a mais de 50 cidades e aproximadamente 100 salas.
Segundo a organização, a edição de 2025 recebeu mais de 57 mil espectadores. Ao longo das 16 edições anteriores, o festival reuniu aproximadamente 2,5 milhões de pessoas e promoveu sessões educativas, iniciativas de democratização do acesso e ações de acessibilidade. Sobre o festival
Serviço
O que: Festival de Cinema Francês do Brasil 2026
Abertura em Florianópolis: 28 de outubro
Programação regular: de 29 de outubro a 11 de novembro
Repescagem dos favoritos do público: de 12 a 18 de novembro
Local: Paradigma Cine Arte, Corporate Park, Florianópolis
Programação e ingressos: paradigmacinearte.com





